Vinagre e bicarbonato não garantem a eliminação de bactérias em alimentos; confira orientações de especialista


Biomédica e professora da UniFacens destaca riscos e orienta sobre a limpeza de frutas, legumes e verduras

A higienização adequada de frutas, verduras e legumes é essencial para garantir a segurança alimentar. No entanto, muitos métodos transmitidos ao longo das gerações são baseados em mitos. A professora Luiza Camila, especialista em Biomedicina na UniFacens, reconhecida por suas abordagens inovadoras nas áreas de engenharia, tecnologia, arquitetura e saúde, enfatiza os riscos invisíveis que podem afetar a saúde e explica quais práticas realmente são eficazes na eliminação de microrganismos prejudiciais.

Segundo a especialista, o consumo de alimentos inadequadamente higienizados pode resultar em doenças de transmissão hídrica e alimentar, relacionadas à ingestão de água ou alimentos contaminados. Ela menciona mais de 250 tipos diferentes de doenças, incluindo salmonelose, febre tifóide, listeriose e diarreias agudas, além de infecções provocadas por vírus, vermes e protozoários.

Luiza também destaca que as enfermidades podem surgir devido à manipulação inadequada dos alimentos. “A segurança começa com quem manipula os produtos. Não adianta desinfetar os vegetais se as mãos não estiverem limpas. É fundamental lavar bem as mãos com água e sabão antes de tocar nos alimentos”, esclarece.

Práticas ineficazes

Um dos equívocos mais frequentes é acreditar que vinagre ou bicarbonato de sódio têm propriedades bactericidas. A docente é clara: “Vinagre é um tempero! Ele não possui capacidade de desinfetar alimentos. Muitas pessoas acreditam nesse mito porque o ácido acético faz parte da composição de um desinfetante potente (ácido peracético), utilizado na indústria alimentícia para higienizar equipamentos. No entanto, no vinagre, essa substância está presente em uma concentração muito baixa para efetuar qualquer ação antimicrobiana. O bicarbonato também não neutraliza agrotóxicos nem elimina bactérias”.

Outro erro comum é confiar somente na lavagem com água corrente. “Apenas isso não remove os microrganismos. O fluxo d’água serve apenas para remover sujeira visível e preparar o alimento para uma sanitização real”, afirma Luiza. O uso de detergentes ou sabões também não resolve a questão. “As cascas de algumas frutas, como limão e laranja, possuem irregularidades que dificultam a limpeza completa. Portanto, é essencial usar água corrente para retirar a sujeira visível e realizar a sanitização deixando as frutas imersas em uma solução apropriada.”

O procedimento adequado e acessível

O único método cientificamente validado e recomendado pela Organização Mundial da Saúde envolve o uso do hipoclorito de sódio (água sanitária). A proporção correta é uma colher de sopa (cerca de 15 ml) para cada litro d’água, mantendo os alimentos submersos por 10 a 15 minutos antes do enxágue.

Luiza compartilha uma dica econômica: “Essa substância pode ser obtida gratuitamente no sistema público de saúde; basta solicitar na farmácia da UBS.” Caso opte pela compra, deve-se ter cuidado com o rótulo: é necessário utilizar apenas água sanitária que contenha exclusivamente hipoclorito de sódio misturado com água.

Além disso, é importante saber que existem alimentos que nunca devem ser lavados. “Nunca lave ovos ou carnes. Isso pode ocasionar contaminação cruzada porque a água espalha microrganismos pelas superfícies da cozinha. Apenas o cozimento correto garante a eliminação das bactérias nesses tipos de proteína”, alerta Luiza.

Sobre a UniFacens


A UniFacens se destaca como um centro de inovação tecnológica — um Smart Campus – reconhecido tanto nacional quanto internacionalmente por sua abordagem integrada ao desenvolvimento de projetos nas áreas urbanas inteligentes e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Sendo o primeiro Campus 5G do Estado de São Paulo e a primeira instituição superior da América Latina com certificação Lixo Zero, está entre as 10 melhores universidades brasileiras no ranking internacional UI Green Metric em sustentabilidade. Além disso, é signatária do Pacto Global da ONU e conta com um espaço verde amplo com mais de 100 mil m², possuindo mais de 60 laboratórios especializados e vários Centros de Inovação. A nota máxima (5) recebida pelo Ministério da Educação (MEC) atesta seu compromisso em se manter como uma das melhores instituições privadas do Brasil. Com uma história que abrange cinco décadas, a UniFacens sempre priorizou a integração entre mercado e academia, focando no desenvolvimento empreendedor dos seus alunos e colaboradores enquanto busca constantemente inovações sociais e tecnológicas dentro do seu ecossistema educacional completo.

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