A jovem atleta de Campos Novos foi apresentada ao jiu-jítsu por uma amiga. Em pouco mais de dois anos, ela começou a participar de competições em várias cidades catarinenses.
Diferente de muitas crianças que ainda estão explorando suas preferências esportivas, Yasmin Heloise Pinheiro Alves, com apenas 11 anos, já encontrou sua verdadeira paixão: o jiu-jítsu. Desde que experimentou o quimono pela primeira vez, há dois anos e cinco meses, sua dedicação ao esporte só cresceu. O convite de uma amiga para uma aula experimental deu início a uma rotina intensa de treinos, viagens e competições.
Residente em Campos Novos, Yasmin já competiu em diversas localidades, como Blumenau, Florianópolis, Lages, Imbituba e Palhoça. Dentre suas conquistas estão o vice-campeonato sul-americano em Imbituba e um título na segunda etapa do Circuito Catarinense de Jiu-Jítsu. “Você se dedica nos treinos e vê os resultados aparecendo. Embora nem sempre consiga o primeiro lugar, nunca vou desistir”, relata a jovem atleta.
Os treinos de Yasmin ocorrem quase diariamente durante a semana, exceto nas quartas-feiras. Quando possível, ela também participa das sessões voltadas para atletas de alto rendimento. Além do jiu-jítsu, sua preparação inclui pilates e academia, com o suporte de profissionais que contribuíram para seu desenvolvimento.
Entre as várias competições disputadas, a Copa Mormaii de Jiu-Jítsu em Blumenau é uma das lembranças mais marcantes para a atleta. Nessa ocasião, ela enfrentou outras oito competidoras e conquistou o terceiro lugar. “Esse dia foi muito especial”, recorda.
DETERMINAÇÃO
Yasmin não apenas se esforça nas competições; ela também enfrenta longas viagens para chegar até os eventos. Algumas delas podem levar mais de cinco horas e costumam ser realizadas em família. Para seu pai, José Alves, acompanhar a filha é parte fundamental da jornada dela tanto quanto os próprios treinos. “Cada campeonato é como se fosse o primeiro para mim. Sinto nervosismo e preocupação com possíveis lesões ou resultados decepcionantes”, compartilha.
José relembra que no início seu apoio surgiu especialmente pela chance da filha praticar um esporte voltado à defesa pessoal. Contudo, foi no primeiro campeonato que ele notou uma evolução significativa nela. “Ela decidiu participar do primeiro torneio e ali demonstrou um progresso impressionante para quem tinha pouco tempo de treino”, conta emocionado.
Desde então, pai e filha têm compartilhado a rotina de treinos e competições. Yasmin estuda à tarde e realiza suas tarefas escolares antes dos treinos que acontecem após José voltar do trabalho. A família procura sempre se fazer presente nos campeonatos; embora a mãe nem sempre possa ir, José faz questão de estar ao lado da filha.
Cada competição traz para ele uma combinação de orgulho e ansiedade. Ver sua filha tão jovem competindo com outras atletas é motivo de satisfação e apreensão simultaneamente. “Independentemente do resultado, ela sempre mantém uma atitude positiva”, afirma.
A trajetória da jovem atleta também recebe suporte de empresas e pessoas que acreditam em seu potencial. Embora esse apoio não esteja presente em todas as competições, tem sido fundamental para assegurar a participação contínua de Yasmin no circuito.
E apesar dos resultados impressionantes já alcançados, os sonhos da pequena atleta vão além das medalhas conquistadas. Yasmin sente que está vivendo um dos seus sonhos por fazer algo que ama; no entanto, tem um objetivo claro: alcançar a faixa-preta e criar um projeto voltado para crianças sem as mesmas oportunidades que teve. “Meu sonho é conquistar a faixa-preta e desenvolver um projeto para ajudar crianças que não têm as mesmas chances que eu tive”, afirma.
No entanto, ainda há muitos treinos e competições pela frente antes disso acontecer. A próxima etapa será em Navegantes nos dias 19 e 20 de setembro durante o Circuito Catarinense de Jiu-Jítsu. Esta viagem faz parte da jornada que Yasmin iniciou aos nove anos e que está lentamente moldando sua história como jovem atleta oriunda de Campos Novos. Sucesso para Yasmin!
*Reportagem publicada na edição 1941 do Jornal O Celeiro em 13 de agosto de 2026.
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