Frio intenso reforça a necessidade de revisar a carteira de vacinação

O aumento da aglomeração em locais fechados eleva o risco de disseminação de vírus respiratórios, segundo especialista da UniFacens; vacinação como forma de proteção

Com a queda nas temperaturas, muitos indivíduos tendem a buscar abrigo em ambientes internos para escapar do frio. Contudo, essas condições de pouca ventilação e grande concentração de pessoas favorecem a propagação de vírus respiratórios. Fabiana Momberg, professora do curso de Enfermagem da UniFacens, ressalta que essa transição sazonal requer uma atenção especial, pois há um crescimento notável na circulação de vírus como os da gripe (influenza), SARS-CoV-2 e o vírus sincicial respiratório (VSR).

“Nos meses mais frios, é comum que as pessoas passem mais tempo em espaços fechados com baixa troca de ar, o que facilita a contaminação por esses vírus. Esse cenário aumenta o risco de surtos e complicações, especialmente entre os grupos mais suscetíveis”, afirma a especialista.

Embora a campanha anual contra a gripe (Influenza) receba destaque nesta época, Fabiana adverte que a proteção deve ser abrangente. É essencial consultar o Calendário Nacional de Vacinação e garantir que todas as vacinas estejam atualizadas, incluindo aquelas contra influenza, COVID-19 e outras que sejam recomendadas conforme idade, condições de saúde e grupos prioritários.

A ênfase deve estar nos grupos mais vulneráveis: idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas e indivíduos com doenças crônicas ou imunossuprimidos. Além disso, profissionais da saúde e povos indígenas também merecem atenção. “Esses segmentos têm maior chance de desenvolver formas graves das doenças e necessitar internação ou enfrentar complicações. A vacinação diminui significativamente esses riscos e ajuda na proteção coletiva”, destaca a docente da UniFacens.

A falta de vacinação não impacta apenas o indivíduo adoecido; suas consequências se estendem ao sistema de saúde como um todo. Momberg alerta que uma baixa taxa de imunização pode reverter conquistas no controle ou erradicação de certas doenças e comprometer aqueles que não podem receber vacinas devido a sérios problemas clínicos.

“Isso resulta em maior demanda por atendimentos médicos, aumento na ocupação dos leitos hospitalares, elevação dos custos assistenciais e sobrecarga para os profissionais da saúde”, enfatiza.

A importância da informação para a saúde pública

Apesar da segurança e disponibilidade das vacinas, o combate à desinformação continua sendo um grande desafio nos consultórios médicos e postos de saúde. A professora aponta alguns mitos comuns disseminados nas redes sociais que afastam as pessoas das campanhas vacinais: “É um equívoco acreditar que vacinas causam as doenças que previnem ou que têm efeitos colaterais graves frequentemente. Também é falso afirmar que são desnecessárias para pessoas saudáveis”, esclarece.

Para mudar essa situação, é necessário promover educação em saúde. “O enfrentamento à desinformação deve ser realizado através da educação em saúde, compartilhando informações fundamentadas em evidências científicas e fortalecendo a confiança entre profissionais de saúde e população”, orienta Fabiana. A melhor forma de obter esclarecimentos é sempre consultar especialistas capacitados e acessar fontes oficiais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

“As vacinas oferecidas no calendário nacional são seguras, testadas rigorosamente e monitoradas continuamente; estão disponíveis gratuitamente para toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, conclui a profissional. Para verificar informações sobre vacinas, consulte o Calendário Nacional de Vacinação.

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