A organização apoia o programa Mãos pro Futuro na correta destinação de embalagens e destaca ações voltadas ao combate à fome, educação ambiental e práticas de ESG promovidas por seus associados.
O Dia da Sustentabilidade, comemorado no dia 25 de setembro, celebra a adoção oficial da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela ONU em 2015. Esta data tem como objetivo sensibilizar governos, empresas e sociedade sobre a necessidade de equilibrar o crescimento econômico com a conservação ambiental e a justiça social. Em consonância com essa filosofia, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) reafirma seu compromisso com a transição para uma economia circular e o fortalecimento da logística reversa no Brasil.
Entre as iniciativas apoiadas pela Abimapi está o programa Mãos pro Futuro, que foi criado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) e conta com a colaboração da Abimapi e outras associações do setor. Há duas décadas, essa iniciativa se dedica à organização da cadeia de reciclagem de embalagens após o consumo, contribuindo para desviar resíduos sólidos de aterros sanitários e permitindo que esses materiais sejam reintegrados ao ciclo produtivo.
Até 2025, com a participação de 236 empresas, o Mãos pro Futuro já tinha recuperado mais de 215 mil toneladas de materiais recicláveis. O impacto social gerado é significativo, abrangendo apoio direto a 235 organizações de catadores e incluindo mais de 6.500 profissionais que atuam em 186 municípios em todo o país. A iniciativa também contribui para a formação de mais de 200 cooperativas, oferece capacitação profissional e aumenta a renda familiar dos trabalhadores, além de colaborar com órgãos reguladores na ampliação da coleta seletiva e na elaboração de políticas públicas ambientais.
“A expansão industrial deve estar alinhada à responsabilidade socioambiental. O contínuo suporte da Abimapi ao Mãos pro Futuro evidencia o compromisso da indústria de biscoitos, massas, pães e bolos com a logística reversa, redução do impacto das embalagens e valorização dos catadores de recicláveis. Criar um modelo econômico regenerativo requer colaboração e metas transformadoras”, afirma Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi.
Impacto social promovido pela M. Dias Branco
Outras iniciativas das indústrias associadas à Abimapi demonstram como a responsabilidade social é incorporada nas operações diárias das empresas. Um exemplo é o programa “Nutrir o Amanhã”, desenvolvido pela M. Dias Branco, que se dedica à doação de alimentos para combater a insegurança alimentar em diversas regiões do Brasil.
A proposta fundamenta-se na gestão eficiente dos estoques e no uso responsável dos produtos acabados excedentes. “Nosso empenho é garantir que alimentos adequados para consumo cheguem com segurança às pessoas em situação vulnerável. Ao mesmo tempo que evitamos desperdícios, ampliamos nosso impacto positivo ao apoiar regularmente organizações dedicadas à alimentação e acolhimento por meio dos seus projetos sociais”, explica Maria Nolasco, coordenadora de Sustentabilidade da M. Dias Branco.
Em 2025, foram doadas mais de 2 mil toneladas de alimentos pela empresa, representando um investimento social superior a R$23 milhões; em 2026, as doações continuaram: até julho daquele ano foram entregues 937 toneladas de produtos equivalendo a R$7 milhões, beneficiando diretamente cem instituições sociais.
O programa atende atualmente 127 instituições parceiras, entre elas se destaca o Sesc Mesa Brasil, uma das maiores redes privadas de bancos alimentares na América Latina. “A M. Dias Branco está entre os maiores contribuidores em diversos estados para este programa. Para garantir alinhamento com as agendas globais sustentáveis, as entidades beneficiadas realizam relatórios periódicos que conectam os resultados obtidos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, conclui Maria.
Bühler promove sustentabilidade na cadeia alimentar
Na área tecnológica e industrial, a Bühler – uma multinacional suíça reconhecida globalmente por fabricar equipamentos industriais – desempenha um papel crucial ao auxiliar indústrias alimentícias na implementação e avanço das metas relacionadas ao ESG (ambiental, social e governança). A empresa disponibiliza um software baseado em inteligência artificial destinado ao mapeamento, avaliação e monitoramento das emissões de gases do efeito estufa (GEE), apoiada por especialistas. Essa ferramenta também ajuda na identificação de estratégias que visam aumentar a eficiência energética enquanto otimizam recursos e minimizam desperdícios nos processos produtivos.
“Atualmente, sustentabilidade não é apenas uma vantagem competitiva; tornou-se uma necessidade estratégica para o setor alimentício. Na Bühler, colaboramos com nossos clientes para desenvolver tecnologias que melhorem o uso energético, reduzam perdas e aumentem o aproveitamento dos recursos disponíveis. Com nosso novo software baseado em inteligência artificial, possibilitamos às empresas avaliar suas emissões gasosas com precisão. Desta forma é possível identificar oportunidades para reduzir impactos ambientais e criar planos baseados em dados para transições climáticas eficazes,” ressalta Mônica Pacheco, Gerente de Marketing da América do Sul da Bühler.
Urbano investe em educação ambiental
A educação ambiental é outra dimensão das iniciativas sustentáveis adotadas pelas empresas do setor alimentício. Em 2026, a Urbano Alimentos – especialista em arrozes, feijões, cereais e massas livres de glúten – promoveu um projeto voltado aos alunos de escolas públicas visando aproximá-los do processo produtivo dos alimentos e incentivar práticas responsáveis no uso dos recursos naturais. A ação está alinhada aos ODS relacionados à educação inclusiva e qualidade educacional.
Durante esta iniciativa foram recebidos cerca de 495 estudantes do quinto ano provenientes de dez escolas em unidades produtivas localizadas em dez cidades espalhadas por cinco estados brasileiros. Com o tema “Ciclo dos Alimentos”, as crianças aprenderam sobre as etapas envolvidas no cultivo do arroz e feijão além das práticas sustentáveis implementadas pela empresa como o uso da casca do arroz para geração de energia renovável. A atividade incluiu visitas guiadas às instalações produtivas seguidas por atividades educativas complementares.
“Acreditamos que cada visita representa uma semente plantada no futuro dessas crianças. Quando elas compreendem a origem dos alimentos e as formas responsáveis para cuidar dos recursos naturais disponíveis ao nosso redor isso pode mudar sua visão sobre o mundo,” afirma Johicy Parra, engenheira ambiental responsável pela sustentabilidade na Urbano Alimentos.
Esta matéria sobre as iniciativas socioambientais promovidas pela Abimapi no setor alimentício foi publicada originalmente em São Roque Notícias.
