Justiça aceita denúncia e processa servidoras acusadas de abusos.

Creche Nelly Chidid, onde atuavam as três servidoras: defesa terá prazo de dez dias para apresentar resposta à acusação (Divulgação)

Em Bariri, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra três funcionárias da Creche Nelly Chidid, suspeitas de cometer maus-tratos contra uma criança de apenas dois anos. A instituição está situada no Jardim Panorama.
Na decisão judicial, foram identificadas evidências que confirmam a materialidade dos fatos e indícios que apontam para a autoria das ações, permitindo assim o avanço da ação penal contra as investigadas. Além de aceitar a denúncia, a Justiça determinou que as prisões preventivas das três mulheres fossem mantidas.
A análise da situação não trouxe novos elementos que pudessem desconsiderar os motivos que levaram à decretação da custódia cautelar. Assim, o entendimento foi de que persistem os requisitos legais para a manutenção da prisão, sendo insuficientes medidas cautelares alternativas devido às particularidades do caso.
Com o recebimento formal da denúncia, as acusadas agora devem responder ao processo penal. A decisão também inclui a citação das rés e notificação de suas defesas para que apresentem uma resposta à acusação em até dez dias. Nesta etapa do procedimento, elas têm a oportunidade de oferecer preliminares, documentos, justificativas, solicitar provas e indicar testemunhas.
As investigadas estavam sob prisão temporária desde 7 de maio deste ano. Como o período inicial de 30 dias expirou, essa medida foi convertida em prisão preventiva pela Justiça.
As servidoras estão sendo investigadas por alegações de agressões físicas e psicológicas contra uma criança matriculada na creche. Segundo as investigações, imagens capturadas pelo sistema de monitoramento da instituição teriam mostrado episódios de tapas, empurrões e contenções físicas consideradas abusivas.
Simultaneamente ao processo criminal, a Prefeitura de Bariri instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no final de abril para investigar o comportamento das três funcionárias. Devido às prisões, os contratos delas foram suspensos.

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